Venezuela reabre fronteira com o Brasil

Fronteira estava fechada por ordem do regime de Nicolás Maduro desde 21 de fevereiro.

 

Por G1

A Venezuela reabriu a fronteira com o Brasil no início da tarde desta sexta-feira (10) após quase três meses — 78 dias. O acesso oficial entre os países foi fechado por ordem do presidente venezuelano Nicolás Maduro em 21 de fevereiro.

“Está aberta a passagem para pessoas a pé e de carro”, informou nesta tarde ao G1 o cônsul venezuelano que atua em Boa Vista, Faustino Torella Ambrosini. Segundo ele, a fronteira foi aberta por volta de 12h (13h de Brasília).

A reabertura também foi confirmada pela Operação Acolhida, que cuida do fluxo migratório em Pacaraima, cidade fronteiriça. Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou ser inteligente da parte do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a decisão de reabrir a fronteira com o Brasil.

O anúncio da reabertura foi feito mais cedo pelo vice-presidente econômico, Tareck El Aissami. Além das fronteiras com o Brasil, também foram abertas as comunicações marítimas e aéreas com a ilha de Aruba.

“O presidente Maduro anuncia à comunidade internacional a reabertura da fronteira terrestre com o Brasil a partir do dia de hoje. Gradualmente, iremos restabelecendo os mecanismos de controle fronteiriço para que esta fronteira seja cada vez mais uma fronteira robusta de desenvolvimento econômico produtivo e que beneficie a ambos os povos, a ambas as nações”, anunciou El Aissami na televisão estatal VTV.

Em nota, o governo de Roraima avaliou de forma positiva a reabertura, tendo em vista que serão retomadas comerciais serão retomadas entre os dois países.

O fechamento da fronteira foi uma retaliação à decisão do governo do Brasil de, em cooperação com os EUA, enviar ajuda humanitária ao país a pedido do autoproclamado presidente Juan Guaidó, opositor a Maduro.

Ainda assim, o Brasil tentou enviar a ajuda e ocorreram conflitos na fronteira, entre eles um enfrentamento entre militares venezuelanos e índios pemones na comunidade indígena venezuelana de Kumarapakay, a 70 km da fronteira.

A Provea, ONG de defesa dos direitos humanos, classificou os conflitos como “massacre da Gran Sabana” e diz que eles deixaram ao todo 7 vítimas – incluindo as três mortes no Brasil – sendo quatro índios pemones e mais de 50 feridos.

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