Monthly Archives: maio 2019

Até quando o PT será apêndice do PSB em Pernambuco?

Embora o senador Humberto Costa não expresse publicamente, não é segredo para ninguém que ele nutre o desejo de ser governador de Pernambuco.

No ano de 2006 Humberto esteve bem próximo desta conquista, no entanto acabou sendo abatido em pleno vôo por denúncias que envolveram o seu nome ao “Escândalo dos Sanguessugas”, episódio que alguns anos depois a justiça confirmou a sua inocência. De lá pra cá Humberto obteve duas vitórias para o Senado, todas tendo o PT como aliado do PSB.

Embora o Partido dos Trabalhadores esteja bem contemplado na esfera estadual com o comando de porteira fechada da Secretaria de Desenvolvimento Agrário; e na Prefeitura do Recife com a Secretaria de Saneamento, Humberto declarou em entrevista recente ao comunicador Alberes Xavier e repercutida em primeira mão pelo Blog Ponto de Vista, que a aliança realizada com o PSB em 2018 não implica necessariamente que o PT irá marchar com os socialistas no Recife e em outros municípios nas eleições de 2020. Seria este um recado de Humberto para o Palácio? Difícil acreditar.

Com o PT expulso do Governo Federal e sem o domínio de alguma prefeitura de médio ou grande porte em Pernambuco para acomodar aliados, fica impossível acreditar que Humberto tenha coragem de contrariar o PSB em busca de um protagonismo no Estado. A inércia do senador petista neste sentido só reafirma o papel de coadjuvante, subserviente, linha auxiliar e apêndice do PSB a que o PT se propôs a se submeter.

Caso tivesse em Pernambuco metade da disposição que tem em Brasília, Humberto faria do PT um partido bem maior no estado, o que lhe daria as condições necessárias para chegar ao Palácio do Campo das Princesas em 2022. Parece que a conveniência tem falado mais alto. Entre os petistas mais conscientes não há dúvida de que a aliança com o PSB é nociva ao crescimento do PT no estado. 2018 que o diga. Trocaram um Governo por uma secretaria.

E agora, Humberto Costa terá coragem de se impor diante do PSB  para buscar o protagonismo do PT em 2020 ou vai manter o partido como linha auxiliar dos socialistas?

 

Fonte: Radar Politico

Venezuelanos vasculham lixão em busca de comida e coisas para revender na fronteira do Brasil

G1

Em uma tentativa de sobreviver após fugir da crise na Venezuela, três homens venezuelanos encontraram no lixão da cidade fronteiriça de Pacaraima, em Roraima, a única fonte de subsistência.

Enfiados entre os dejetos da cidade, os imigrantes ficam da manhã à tarde em busca daquilo que possam aproveitar. Recolhem metais, papelões e comida. Eles dizem que não conseguem outro trabalho porque a cidade está cheia de venezuelanos carentes, enquanto outros cometem crimes e “por um todos pagam”.

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“Buscamos tudo o que possamos vender para conseguir algum dinheiro. Se achamos alimentos que não estão podres, comemos”, descreve Miguel Arteaga, 48, que há três semanas vive em Pacaraima. “Moramos os três de favor em uma casa”.

O número de venezuelanos que fogem para o Brasil aumentou em meio a manifestações e confrontos no vizinho sul-americano desde a última terça-feira (30). Vídeo abaixo mostra os conflitos nesta quarta-feira e a repercussão entre autoridades internacionais.

O presidente autoproclamado Juan Guaidó, que preside a Assembleia Nacional, anunciou ter apoio de militares e convocou o povo às ruas um dia antes do 1º de Maio para derrubar o regime de Nicolás Maduro. O chavista, no entanto, afirma que os oposicionistas “fracassarão”.

Correria em aterro de Pacaraima

O venezuelano em Pacaraima Miguel Arteaga conta que duas vezes ao dia, normalmente de manhã e à tarde, um caminhão leva mais lixo para o aterro. Nesses momentos costuma haver correria.

“Aparecem muitos venezuelanos jovens, com 19, 20 anos. Correm quando o caminhão chega”, relata um dos companheiros de Arteaga, Gustavo Santana, 48. “O governo da Venezuela não serve. Nos fez chegar a este ponto”.

Segundo a ONU, 3,4 milhões de venezuelanos saíram do país desde 2014 quando se agravou a grave crise política e econômica no país. Cerca de 96 mil buscaram refúgio no Brasil, mas no estado fronteiriço de Roraima, que concentra maior quantidade, só 9% conseguem inserção no mercado formal, conforme levantamento da Organização Internacional para Migrações (OIM).

Com as pernas metidas no lixo, o terceiro venezuelano entrevistado peloG1 revirava entre restos. Ele encontrou um curto pedaço de arame e o guardou. Mais jovem entre os três, é o que tem mais experiência ali. Está há três meses vivendo do lixo.

“Havia uma grávida, mas ela já pariu e se foi daqui”, conta Fresby Artiaga, de 19 anos. “Pagam 10 centavos pelo quilo de papelão, e o de lata custa R$ 3. Dividindo tudo o que conseguimos, são entre R$ 15 e R$ 20 ao dia para cada um. Só dá para comer”.

Um homem e quatro garotos também caminham entre os montes de lixo. Um dos meninos carrega um saco nas costas. São índios warao, etnia que vive em território venezuelano e também migra em massa ao Brasil.

“De repente consigo um dinheiro para passagens e me vou daqui”, completou Gustavo, que não esconde a vontade de sair dali. “Quero ir mais ao Sul do Brasil, encontrar um trabalho. Recomeçar”.

Como a Nasa se prepara para um eventual impacto de asteroide na Terra

G1

Um asteroide se aproxima rapidamente da Terra. Mede entre 100 e 300 metros e, se atingir nosso planeta, liberará até 800 mil quilotoneladas (800 milhões de toneladas) de energia, provocando uma destruição sem precedentes.

O cenário é, de fato, apocalíptico. Mas que fique claro: não é real. Ainda assim, só imaginar isso é assustador.

A quantidade de energia liberada por esse asteroide poderia alcançar o equivalente a até 53 bombas de Hiroshima. Lançada pelos Estados Unidos contra o Império do Japão já no final da Segunda Guerra Mundial, a bomba atômica tinha “apenas” 15 quilotoneladas.

Data marcada

A Rede Nacional de Alerta de Asteroides (IAWN, na sigla em inglês) calculou que um asteroide poderia passar muito perto da Terra em oito anos – mais precisamente no dia 29 de abril de 2027 – e estimou haver 10% de chance de o objeto destruir o planeta.

Diante dessa ameaça, cientistas tiveram que correr para evitar uma catástrofe sem precedentes.

Calma. Como dissemos lá em cima, todo esse panorama é fictício. Ele faz parte de um exercício que mobilizou, na semana passada, astrônomos de diferentes partes do mundo.

A Conferência de Defesa Planetária, convocada pela Academia Internacional de Astronáutica em Washington, nos EUA, reuniu pesquisadores para simular como reagir ao cenário fictício criado pela Nasa, a agência espacial americana.

Os especialistas tiveram que elaborar estratégias preventivas para o caso de algum dia um asteroide se aproximar, de forma real e perigosa, da Terra.

“Essa é uma ameaça que pode acontecer, ainda que seja muito pouco provável”, disse Paul Chodas, diretor do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra, da Nasa, (CNEOS, na sigla em inglês), à rede americana NPR. Foi Chodas o responsável pelo exercício.

“Nosso objetivo é seguir todos os passos necessários”, disse Chodas, referindo-se ao cenário real de um asteroide se aproximando da Terra.

Missão: salvar o planeta

Segundo Chodas, o objetivo da simulação era ajustar o sistema de tomada de decisões e encontrar a melhor forma de enfrentar uma ameaça desse tipo.

Ainda que o prazo de oito anos para tomar uma decisão assim pareça longo, Chodas adverte que, na realidade, é muito pouco tempo.

Assuntos de defesa planetária, explica Chodas, são muito diferentes de missões espaciais, em que pesquisadores escolhem qual asteroide querem analisar. “É o asteroide que te escolhe”, disse Chodas, referindo-se à missão de evitar uma colisão com a Terra.

O desafio dos astrônomos que se reuniram em Washington era calcular com precisão as características do asteroide e, a partir daí, propor medidas práticas.

Entre as possíveis estratégias para salvar a Terra estavam desviar sua trajetória com uma nave espacial ou com uma explosão nuclear.

De acordo com o CNEOS, o desafio maior era desviar a rota do objeto sem parti-lo em pedaços, que poderiam cair sobre a Terra.

Estamos em risco?

De acordo com a Nasa, diariamente caem sobre a Terra cerca de 100 toneladas de material interplanetário. A maioria desse material é pó liberado por cometas.

Contudo, a cada 10 mil anos em média, existe a possibilidade de que asteroides com mais de 100 metros atinjam a Terra e causem desastres localizados ou ondas capazes de inundar zonas costeiras.

A Nasa também estima que uma vez em “vários milhares de anos” um asteroide com mais de 1 km poderia se chocar com o nosso planeta.

Se isso acontecesse, a violência do impacto lançaria escombros para a atmosfera. Isso causaria chuva ácida, bloquearia parcialmente a luz do sol e, depois de algum tempo, essas rochas voltariam a cair em chamas sobre a Terra.

A tecnologia atual já permite identificar um objeto que se aproxima do planeta com vários anos de antecedência.

Mas, em todo caso, especialistas dizem que ninguém deveria se preocupar demais com o impacto de um asteroide.

O CNEOS esclarece que, neste momento, não se sabe de nenhum asteroide que tenha uma “probabilidade significativa” de cair sobre a Terra nos próximos 100 anos.

Prédios públicos devem R$ 41,6 milhões à Compesa e governo ainda pede reajuste, diz Priscila Krause

A deputada estadual Priscila Krause (DEM) apelou, na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe) para que o governo de Pernambuco desista do processo de revisão tarifária solicitada pela sua principal estatal, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), enquanto a própria administração estadual não encontrar condições de bancar as contas de água e esgoto dos seus prédios públicos.

O débito soma R$ 41,6 milhões. A solicitação da Companhia foi enviada à Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe) em 22 de janeiro de 2019 através de ofício protocolando “proposição de reposicionamento tarifário de 17,66%”, assinado pelo diretor de Articulação e Meio Ambiente da Companhia, José Aldo dos Santos.

Equipamentos públicos como sedes de secretarias, autarquias, atendimento ao público, escolas, batalhões, quartéis, hospitais, unidades prisionais e espaços de grandes eventos tem recebido o serviço da Compesa mesmo sem que as faturas sejam pagas. A sede do Poder Executivo, o Palácio do Campo das Princesas, tem penduradas cinco contas – julho e agosto de 2017, julho, agosto e setembro de 2018 -, totalizando R$ 64,4 mil em valores não atualizados.

No discurso, Priscila informou que tem acompanhado o processo de revisão tarifária, previsto para ser anunciado pela Arpe nos próximos dias. “Estava previsto para o dia onze de abril, não saiu, mas está tramitando. E aí o consumidor vai pagar a conta duas vezes. A conta de uma revisão tarifária de um serviço muito aquém do desejado e a conta do próprio governo do Estado, que não paga suas obrigações”, acrescentou.

Do ponto de vista administrativo, além do Palácio também podem ser exemplificadas as faturas não pagas da própria sede da Secretaria da Fazenda, na Rua Imperial (Recife|), que deve 48,0 mil, a Secretaria de Administração (Pina), também na capital, com dívida no valor de R$ 42,4 mil e o Instituto de Recursos Humanos, no Derby, com contas penduradas num total de R$ 159 mil.

Na lista de todos os prédios públicos, destacam-se as dívidas do Hospital da Restauração (R$ 2,28 milhões), Hospital Otávio de Freitas (R$ 2,01 milhões), Complexo Prisional do Curado (R$ 1,56 milhão), Quartel do Derby (R$ 682,6 mil), Cotel (R$ 598,4 mil), Centro de Convenções (R$ 546,8 mil), Hospital Regional do Agreste (R$ 425,2 mil) e Arena Pernambuco (R$ 224,5 mil).

 

Fonte: Blog do Nill Junior